nem sei ao certo como te hei de chamar

Porque há dias assim, porque existem seguramente imagens capazes de siderar o mais resistente dos olhares, e o mais apático dos pensamentos.
FOmos presenteados com esse magnífico sentido que é a visão e que nos permite vislumbrar e admirar cenáriso como este, um magnífico embalar do sol, em direcção ao outro canto do mundo, onde irá sem dúvida trazer felicidade a tanta gente que dele depende e por ele vive.
Em momentos como este somos realmente de uma pequenez contrastante com a grandeza que achamos que temos, no fundo, de facto de pequenos não passamos e grandes nuinca seremos comparados com a grandeza das obras, dos astros e sobretudo das imagens que os nosso pequeninos olhos conseguem alcançar.
Limitaremo-nos então a viver nessa pequenez ou procuraremos o crescimento através da imagética que nos surpreende e nos apaixona em fracções infímas de segundos tantas vezes desperdiçados em actividades que de nada valem e para nada servem?
Continuaremos a povoar o mundo com a incerteza própria da humanidade que ainda acha que é consciente, ou tomaremos medidas no sentido de tentar salvar alguma coisa, ou alterar o rumo da mesma, ainda que para isso tenhamos de sacrificar as conquistas e o vangloriar das individualidades, tão próprio dos homens que neste mundo habitam?
AO invés disso seria tão mais altruísta e positivo, preocuparmo-nos com o amanhã e não pensar apenas no imediato que reduz, sem qualquer dúvida, a expectativa do que há de vir, a uma merda de uma casualidade que toda esta bela gente, coloca nas mãos da “entidade suprema”, quando diz à boca cheia, que o amanhã, será aquilo que Deus quiser..
Eu quero é que Deus esteja sossegadinho, se deixe de truques e desca da poltrona, para ver o mundo em que vivemos.
Tenho a certeza que se as pessoas conhecessem O Senhor, iriam ficar bastante desiludidas com o velhote, que nem deve já ouvir, nem falar direito e deve ter os olhinhos cheios de cataratas, pois se ele não vê o que aqui se passa só pode mesmo ser pitosga até à quinta casa.
Enfim, não é o fim, mas sim o princípio a que devemos prestar atenção.
Miguel, tu bem sabias e bem dizias que não querias cá ficar muito tempo, foi uma verdade, mas bem sei que davas tudo para poderes cá andar, e nós dávamos tudo para te podermos cá ter. Mas que desde que partiste, isto virou ainda mais de pernas para o ar, acredita que sim…
Mas o futuro trará boas novas, e pode ser que com ele, venha também a capacidade que o homem perdeu de sorrir e de acreditar que acima dos pés está o mundo e que deve tirar de lá a cabeça.

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Quando te arranjas para mim

Noites frescas, pitorescas, acesas quantas as luzes consegues contar. No cimo de uma colina, lugar mais belo e surdo, de onde para ti menina posso olhar.
Zango-me com o mal que te fazem, farto-me de contigo tanto tempo passar. Mas é a ver-te assim ao longe, mais perto do que pensava, que percebo a razão pela qual é impossível não te adorar.
Assim maquilhada e bem vestida, talvez até te levasse ao altar, mas deixemo-nos de aventuras, que nem só de loucuras, nos podemos alimentar.

Família..

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Olhares.
Cruzados, de lado, de frente, a medo, de raiva, de sede, de fome, de choro, de felicidade, pensativos, surdos, mudos, calados, por nada, por tudo, de alto, de baixo, de pena, de dor, de carinho, de amor, perdidos, tristes, mortos, vivos, azuis, verdes, castanhos, abertos, cerrados, meio abertos meio fechados

Falam sem dizer absolutamente nada e muitas vezes valem mais que uma valente bofetada.
Aprendo e ensino, quem são vocês? Sei quem são e o que são, sei que imperam na grandeza da sensação. No acordar do novo mundo e ele, que vocês têm na mão. Aqui estou e aqui estarei porque à família jamais se diz que não!