Há coisas que eu não entendo

Pois bem, há de facto coisas nesta vida com as quais tenho alguma dificuldade em lidar.
Por exemplo, ontem estive num bar na margem sul, ali para os lados do Barreiro, e eis senão quando, dou por mim a deparar-me de frente com uma jovem, no auge dos seus 22, ou até mesmo, já que estamos numa de exageros, com 23, que combinava uma indumentária de chorar, de chegar a casa e ir direito ao bisturi, para poder vazar os olhos, ou pelo menos o esquerdo, já que o direito passa a vida a dormir, para assim não ter de continuar pela vida fora a ver imagens daquelas.
A jovem abécula fazia-se acompanhar de um casaco com brilhantes, umas calças pretas com Collant preto, assim muito justas no tornozelo e depois, pimba, espeta-me com uns sapatos de salto alto de verniz, roxo choq.
Jesus, que até me faltou o ar. No entanto, não foi para isto que vim aqui deixar uma mensagem.
Aquilo que de facto me fez bastante impressão foi o ter sabido esta semana, que os ruivos estão em vias de extinção.
Ora, sinto hoje então uma enorme tristeza. Eu que sou ruivo na parte inferior da cara, na região vulgarmente chamada de barba. E é um ruivismo merecedor de atenção, de carinho e sobretudo dos tão célebres cognomes de ruivinho, ou cenourinha.
Assim, venho aqui então dar o mote para que se crie a UR(União Ruiva), ou a LAR(Liga dos Amigos dos Ruivos), ou mesmo a CPRPE (Comissão para a Protecção do Ruivo em Extinção), a fim de se preservarem as fantásticas propriedades e qualidades desse tão nobre cidadão que é o cidadão Ruivo, que tanta cor traz as cidades e vidas em que existe, e que tanta falta fazem a este mundo.
Por isso vamos então por mãos à obra e tratar de salvar a população ruiva.
Cientistas, médicos, Jornalistas, ou até FUTUROS JORNALISTAS(hum, que coincidência, estas duas palavras aparecerem em letra maíscula, mas prossigamos), engenheios, advogados, trabalhadores por conta própria ou por conta de outrém, estudantes, desempregados, solteiros e casados, ruivos, vamos começar a celebração da ruivez e vamos ajudar a preservar a raça ruiva.

Joel Silveira.. indo ao essencial! Que descanse em sossego.

Hoje, venho aqui por uma razão que não considero triste, muito pelo contrário, creio que as homenagens, mesmo as realizadas depois da morte daqueles a quem nos propomos homenagear, são inteiramente dignas e justificadas, caso contrário, pura e simplesmente não eram feitas, e se o são, na verdade devemos deixar-nos de hipócrisias e falsos moralismos, e percebermos de uma vez por todas, que é um gesto bonito, e solene até(para agradar aos ferverosos e sempre opinativos membros do culto cristão/messiânico), na medida em que alguém reconhece o valor de outrém e por esse mesmo reconhecimento ser real, são então tomadas medidas, no sentido de se prestar à pessoa falecida, uma devida homenagem. Ora, poderão vir agora os arautos da sabedoria e da moralidade, afirmar de forma categórica, que esse mesmo reconhecimento, deveria ser feito em vida, sim senhor, até me disponho amavelmente a concordar com a opinião sngela de vossas ilustres excelências, mas não posso deixar de advertir vossas excelentíssimas BESTAS, que existem variadíssimos momentos, em que tais homenagens, não acontecem, porque não se adivinha que de um dia para outro a pessoa se vai lembrar de morrer.
Ora nem todos são o Raúl Solnado, a Amália Rodrigues, o Ruy de Carvalho, ou a Eunice Muñoz, pessoas, que eu venero enquanto cidadãos, enquanto artistas, enquanto pessoas com um carisma e uma liberdade  de pensamento absolutamente inquestionáveis e irrepetíveis, mas não posso concordar com o que as excelentíssimas bestas dizem, quando afirmam que uma homenagem feita depois da morte de alguém não tem tanto valor como a que é feita em vida. Pois não, tem um valor diferente, porque a feita em vida, é uma peça que lhe é preparada e apresentada, de maneira a que a pessoa se sinta, em pouco mais 40 ou 50 minutos, recompensada e grata por toda a vida que dedicou à labuta, enquanto que a feita depois da vida, não terá nunca a reacção do homenageado, mas tem todo o sentimento inerente ao factor chave, à partida, e creio sim, que esta última será sem dúvida bem mais sentida.
Joel Silveira, foi-me dado a conhecer, no decorrer de mais uma etapada minha formação académica.
Por volta da 1ª semana de Outubro de 2008, aquando da minha chegada ao Mestrado que estou a frequentar, foi dele a 1ª aula a que assisti, e foi com uma óptima impressão que desde logo fiquei.
Um conhecedor absolutamente invulgar da história mundial, moderna, antiga, história, pré história, presente, passado, futuro, de tudo o Homem, soube, sabia e sabe.
FOi de facto um PRAZER ENORME, ter tido a possibilidade de beber a àgua rica da sua fonte, perceber a fantasmagoria pérfida em que vivia envolto o embranhar do seu ardiloso discurso, mas foi acima de tudo um ganho inquantificável, aquele que tive por ter podido beneficiar da sabedoria e do conhecimento, de um homem, que sabe quase tudo sobre quase tudo.
Foi com admiração e transtorno que recebi a notícia da sua morte, e digo morte porque acho que não tenho nada que estar para aqui a ser simpático, com algo que não é simpático para ninguém, e que não escolhe, vai ao acaso e leva quem quer e quem lhe apetece.
Como tal, quero que a MORTE, vá bardamerda, que eu cá não tenho medo nenhum dela, e lhe digo aqui, podes um dia levar-me, mas não me levas de ânimo leve, como tenho a certeza que não levaste, Joel Silveira.
Seja lá onde quer que ele esteja, estará por certo melhor do que estava cá em baixo, porque neste mundo de crentes, apenas me resta senão dizer, que já nem Deux vos pode ajudar, porquê?
“God left this place long time ago”(Blood diamond, nunca o Di Caprio disse alguma coisa com tanto sentido, também pudera não foi ele que o escreveu)
Camões disse um dia, que “(…)amor, é fogo que arde sem se ver(…)” Eu aqui digo, viver é arder e não queimar, é chover sem me molhar, é andar e não sentir, é saltar e por vezes caír.
Espero que tenha vivido bem a sua vida, e que tenha partido tranquilo.
Um forte e eterno abraço, foi uma Honra.

Ele há dias… que mais parecem noites claras.

Para começar este título que arranjei, está na verdade aquilo a que podemos chamar de(prolongado o som do eeee…para dar a entender que está súbtilmente à procura do termo certo, aquele que melhor se adeque para caracterizar a asneira tremenda que se prepara para dizer) noites claras.
O que pretende a besta que vos esreve dizer com isto?!
Ora pois bem. Nada.
Exactamente não pretendo dizer mesmo nada. Apenas que há dias que parecem aquilo que acabei de dizer, noites claras, porquê? Porque sim. Mas para quê tanta pergunta, se a resposta é perfeitamente compreensível e clara, ou melhor, resposta não, a afirmação.
As noites claras o que são ao certo? Noites que parecem dias, nada mais do que isso. O que acontece lá pelo meio dessa claridade, não é para aqui chamado, agora apenas estou aqui a falar de uma questão de luminosidade, que não interessa a ninguém, e que provavelmente está a remeter-te para a seguinte pergunta?
Porque é que estou para aqui a ler isto? Porra, estes gajos querem blogs, espaço privados na net, para poderem vir para aqui escrever este tipo de merdas? Mas não têm mais nada para fazer? Com toda a certeza nem sequer trabalham, malandro!
Ou então, respondes à primeira de todas estas interrogações do teu psiquismo com o seguinte:
Este gajo só diz é merda, deixa lá ver onde é que isto vai parar, ainda não está suficientemente claro.
Lá está, a claridade, foi isso mesmo que comecei por dizer, que era tudo uma questão de luz.
Ou és iluminado ou és…digamos(agora aqui, prolonga-se o som uuuuuuuus, para voltar novamente a demonstrar a quem o ouve que está a consultar o dicionário mental de estupidez, porque boa coisa não lhe vai saír, e o pior disso tudo, é que ele sabe exactamente o que vai dizer.) que, uma espécie de barata que passa toda a vida à espera de encontrar a merda que os outros deixam, as sobras, os restos, os decompostos, os, os, os sei lá o quê pá, que isso então é que é o pior, aquelas pessoas que se referem a terceiros, quando lhes perguntam sobre a actividade de alguém e dizem, epá esse gajo, esse gajo faz sei lá o quê ali não sei para onde, com não sei com quem, mas também se me perguntares, não sei quando é que ele começou.
Isto é capaz de ser dos piores insultos pelas costas, que se pode fazer a um semelhante. É o world trade center do desprezo.
Tudo isto para dizer, que o meu carro faleceu. Decretei-lhe o óbito hoje. Não sei bem a que horas. Desculpa amigo, disse não sei bem, porque estou sem bateria no telemovel e não consigo ver a que horas fiz a chamada para o mecânico, o teu carrasco, que me disse que não estavas nada bem, estavam a fazer os possíveis, mas estás com um prognóstico muito reservado. (Pimba, vais buscar, já posso ir para médico que faz as comunicações à Imprensa).
Mais respeito uns pelos outros por favor, que isto aqui é a nossa casa, se não nos respeitarmos uns aos outros, vamos morar para onde? Vai tudo lá para baixo, alimentar baratas, se é que me faço entender.

Face oculta

Tenho vindo a analisar o maravilhoso caso “FACE OCULTA” e…
pois, não me apraz tecer qualquer comentário, para que não se viole o segredo de justiça.
Este é o maravilhoso discurso tantas vezes adoptado pelas sumidades governativas do nosso Burgo, a que muitos tÊm a coragem de apelidar de país.
Isto lá é um país, se fosse um país, era unido, era forte, era orgulhoso de si mesmo e não é.
Adiante, adoro a designação que a P.J atribui a estes casos maravilhosos que povoam, com uma frequência cada vez maior, a nossa praça.
“Face Oculta”, começa logo mal a coisa, isto é, o nome, só por si é um autêntico contrasenso, na medida em que a primeira que se descobre neste caso, é nada mais nada menos, que a face dos corruptos e dos corrompidos, dos culpados e dos arguidos, dos ladões e dos bandidos, dos compradores e dos vendidos. Aparecem nos jornais da noite, via televisão, e preenchem as capas dos jornais pela manhã.
Com isto esquece-se, ou melhor, OCULTA-SE, a face das polémicas que “apaixonaram” durante meses, o coração dos habitantes do Burgo.
Freeport, operação furacão, CASA PIA, tudo esquecido, à medida que as duas forças políticas do país, vão lançando casos para a praça pública, numa guerra cada vez mais acesa e sem fim à vista, que é aquela que neste momento se trava entre, BELÉM e SÃO BENTO.
Enfim, tudo vai bem no reino da bananeira.
Agora, olhar para tudo isto, ver os sacanas que roubam sem apelo nem agravo, sem qualquer tipo de escrúpulos, que continuam a ser bem tratados, que continuam a ter tempo para movimentarem os fundos desviados, para prepararem as fugas para paraísos na terra, que esses senhores bemos conhecem e costumam lá por muito dinheiro, é de facto frustrante.
Viver num país onde a criminalidade de colarinho e gravatinha de seda, é imperial e completamente intocável, é de revirar as tripas a um porco.
Os animais é que a levam direito, para eles, é literalmente, tudo preto no branco.

invariável avaria

De facto, é exacatamente aquilo que penso que por vezes me acontece.
De quando em vez, ou talvez até de vez em quando, sinto que me avario, de uma forma invariavelmente cómica. No entanto essa invariável comicidade, aparece-me aos olhos sob as mais variadas formas.
Por exemplo, hoje, momento de comicidade do arco da velha, por volta da hora do almoço, recebo msg, logo seguido de telefonema, alertando-me eufórica e entusiasticamente para o facto de ter uma amiga minha de longa data, mas que não vejo já há uma data longa também, no interior de uma revista, que não vou referir, porque não quero desde já, atribuir conotações ou etiquetas mal colocadas, à pessoa em questão.
No entanto, a playboy não faz nada disso, é digna e séria com as pessoas com quem trabalha.
Apesar disso, o momento foi extremamente cómico, na medida em que, mais tarde aprecieei então a sessão fotográfica com a qual recordei a amiga que há tanto tempo não via, mas no entanto, vi coisas que nunca tinha visto, não é que a playboy fala também de desporto, que coisa espantosa, o treinador do benfica, com gloss e lantejoulas, isso é que ia ser vender revistas, ui se ia.
Mas enfim, também tenho a noção que existem partes das minhas avarias, que estão permanentemente avariadas, como é o caso de determinadas zonas do meu cérebro, que apenas servem para me impelirem a dizer as coisas mais estapafúrdias que possam ser pensadas, com o intuito de simplesmente ser parvo, mas também com a intenção clara, de dizer livre e esopntaneamente aquilo que me vai no pensamento, tentando adornar as coisas, de forma a no final da frase palerma que digo, poder ver aqueles que me escutam, tal e qual, os apóstulos do Divino, esboçarem um sorriso de alegria, se é que uma vulgar gargalhada, pode ser considerada ou incluída no espectro da alegria.
Enfim, gosto de pensar em mim como um parvo, que gosta de dizer invariáveis avarias, para que assim, consiga avariar com frequência, os obtusos e sisudos rostos daqueles que me ouvem, o objectivo?
Ser simplesmente palerma e passar os dias a rir-me de tudo e mais alguma coisa. Sou avariado? Sou? Se podia ser assim? Podia, mas o mundo não seria o mesmo.