OBAMIZAÇÃO.. 2009 até quando ele quiser

A febre, a loucura, o entusiasmo, a ansiedade, a esperança, a crença, o sonho e tantas outras emoções, concentram-se neste histórico dia 20 de Janeiro de 2009. Para muitos, este é sem dúvida o renascer da esperança, o acreditar numa possível transformação da política totalitarista, ditatorial, autoritária, isolacionista e egocêntrica que marcou a presidência daquele senhor dos braços compridos, desajeitado, mau falante da língua materna, arrogante, prepotente, sem graça, mafioso, ladrão, corrupto, que foi considerado unanimemente como o pior presidente da história daquela que é a nação mais poderosa do nosso planeta azul. Espera-se muito de Barack Obama, muito mesmo. Por tudo o que representa, por todas as esperanças que recaem sobre os seus ombros e que o fizeram chegar ao lugar onde passará a estar, por todo o apoio que recebeu, por ser o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos da América e tantas outras coisas. O mundo está de olhos virados para Washington neste dia 20 de Janeiro e estará virado para as acções de Obama durante estes primeiros tempos, em que se esperam mudanças significativas. Obama não é só o homem mais elegante do planeta, onde consta o nosso querido Primeiro José Sócrates, é também o homem mais poderoso do mundo. Justo cognome, qual rei da idade média, que é atribuído ao presidente americano, uma espécie de senhor dos anéis contemporâneo. Obama, Portugal está contigo, acredita em ti. Que se lixe a crise, a taxa de desemprego e a precariedade no mesmo, a inflação, os salários congelados, os sem abrigo, a criminalidade violenta, o processo casa pia, o primeiro ministro que acabou o curso a um Domingo e que nem a carta de condução tem legal, o apito dourado, a máfia do futebol, os jornais deprimentes da TVI, a dependência dos vizinhos espanhóis, o roubo dos combustíveis, os sucessivos aumentos nas portagens, os despedimentos colectivos e sei lá mais o quê… Meus amigos, esperança, o Obama é presidente e isso vai ser bom aqui para a gente.. não é? Porquê?? Sei lá, acho que calha bem dizer bem dum país que praticamente nem sabe que existimos, mas afinal, somos sempre solidários com os outros e raramente connosco mesmos. Dá-lhe aí meu grande maluco, que aconteça o que acontecer Portugal estará sempre contigo, no Afeganistão, no Iraque, e seja lá onde for que esses tiranos se desloquem para invadir ou ocupar território de alguém. Viva o Obama, viva o Sócrates e que Deus abençoe a América, que nós não precisamos de bênçãos de ninguém, porque temos o melhor jogador de futebol do mundo.

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2009…Ano novo, vida não tão nova

Começou mal, continua mal, seguirá melhor?
Será que os dias que seguem os dias, precedem as noites que os conhecem de cor?
Em jeito de conclusão segue-se a introdução, em parte dependente de uma enorme confusão, do oriente ao ocidente, da longínqua memória distante, da perpétua sensação dilacerante. O confuso torna-se óbvio, o tranquilo ascende ao surreal, perenes as sensações matinais de um poeta mergulhado no real.
Segue-se o ano ímpar, o número 9, o eixo do desconhecido, assume-se bem parecido, assume-se convidativo, assume-se descritivo e nada repetitivo. Os mesmos ventos sopram, sempre de norte para sul, neste nosso lindo Portugal, lovelly, amazing, wonderfull.
Admira-me a capacidade que temos de criar, de construir, cada um de nós constrói a sua própria realidade com fragmentos do que observamos, grandes peças do que pensamos, enormes quantidades do que sentimos, mas no final tudo acaba por se resumir a uma só precedência. A influência que o Eu assume na programação do presente e na idealização do futuro. Confiança, força, presença, peito aberto às balas e acima de tudo coragem para enfrentar novos desafios. Para a frente é que se olha, para cima se der mais jeito, prefiro sonhar bem alto, do que cair sem qualquer preceito.
Viver é viver, morrer é engrandecer a vida que se viveu. Mas a morte nunca alcança a grandeza dos feitos de quem vive e nunca tem a força, mesmo que ambicione tê-la, das imagens constantes que gravamos na mente, como se os nossos olhos fossem pequeníssimas câmaras de vídeo, que gravam ininterruptamente o visual e desenhado contorno dos dias pelos quais passamos. A morte resume-se a isso mesmo, ao sinónimo de fim físico, de terminus da essência. Viver é mágico, morrer é simples.
Nascer é um privilégio e este ano acabou de nascer, como tal, devemos sentir-nos extremamente privilegiados por estarmos a assistir a mais um nascimento de um novo ciclo.
Força Portugal que este ano, embora tenha começado mal, irá ser por certo, algo de fenomenal.