Mãe, minha MÃE!

Mãe, minha MÃE!

Porque a palavra em si é suficiente para se escrever o que quer que seja… é dizê-la como quem beija.
Porque o significado intuitivo da expressão, por si só, me remete para um sem número de sentimentos, imagens, palavras, actos, emoções e tantas outras coisas, nada se assemelha ao que se sente, mesmo quando se tenta escrever de forma diferente aquilo que é o amor existente entre um homem adulto e a sua mãe.
Mãe, a minha mãe. É, de longe, de muito longe, a pessoa mais fundamental da minha vida, o pilar, a (infra) estrutura sobre a qual assenta toda uma dependência, uma vida, um crescimento sustentado (por vezes nem tanto assim) de um rapaz que aos 27 anos deixou a fralda e o colo para tentar sobreviver longe de quem cuidou de si desde o primeiro choro, do primeiro abrir de olhos, do primeiro bafo de realidade ainda que muito manipulada pela mão abençoada de um mãe sempre pronta.
A minha mãe é única, genial, uma força viva de uma natureza quase perdida.
Quando penso em tudo o que com ela partilhei, vivi, cresci, aprendi e conversei, automaticamente se apodera de mim uma sensação de felicidade e de alegria, por ter a sorte de ter alguém como a minha mãe, presente em todos os dias e momentos da minha existência.
Crescer não é fácil, aliás, crescer é muito, mas muito difícil.
Crescer implica escolher, decidir, arriscar, falhar, perder, ganhar, rir, chorar, agradar e magoar, mas todas estes verdades seriam efectivamente mentiras, se não fossem presenteadas por uma divindade quase inatingível a quem tenho o orgulho e a possibilidade feliz de chamar tão e somente… MÃE!
Um dia a minha MÃE faltar-me-à e deixará de estar presente, porque a lei da vida e da natureza madrasta assim o exige, o obriga, o força e nunca o evita, mas até esse dia, até esse apocalipse inevitável terei diariamente a felicidade de a poder ter a pensar e a viver também para mim, de poder vê-la sorrir, de poder sentir o seu incondicional amor e apoio e a grandeza maior de tudo o que a minha mãe representa.
Escreverei um livro para a minha mãe, terei uma família que será o prolongamento natural da sua mestria, terei filhos que lhe chamarão AVÓ, tenho um irmão que o será para sempre e continuarei a lutar e a quebrar barreiras, como a minha mãe sempre me ensinou e me instigou.
Não irei desistir nunca, não irei coxear, não irei abrandar, porque a minha mãe nunca o fez.
Se há força viva que representa toda a genealidade e preserverança de um ser humano, essa força tem um nome…
Maria Luisa.
Mãe, obrigado por tudo, obrigado pelo nada, obrigado pelo crer, pelo vencer, pelo amor, pela preocupação, mas sobretudo pela educação.
Beijo tão grande…
Minha MÃE. Minha querida e santa MÃE! 

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