LER, mas o quê?

Ontem, em conversa com um amigo meu, tive a magnífica e egocêntrica supresa de saber, que ó único material escrito com o qual ele contacta, ou melhor, e vamos lá a ser exactos ao falar deste tipo de informação, o único material escrito que ele procura na WEB, são os textos humildemente publicados neste espaço de ignorância e eloquência, em que me atrevo a escrever, com a legítima esperança de ser lido.
Ora, se encontro alguém que me diz, que a única informação escrita que procura na net são os meus textos, obviamente que tenho de sentir um contentamento ligeiro, por ter, pelo menos, um fiel seguidor.
Também sinto uma enorme responsabilidade por saber agora, que tenho um fiel seguidor, que pode também transformar-se rapidamente num fiel inquisdor, ou num fiel crítico daquilo que irresponsavelmente me atrevo a escrever.
Se no meio de tantos milhares de páginas, blogs, motores de busca, posts e por aí fora, ele decide e elege o MEU BLOG, como espaço predilecto, para se distraír e acima de tudo, e o mais importante, se me elege como ponto de interesse, ao qual está disposto a “desperdiçar” o seu precioso tempo, a irresponsabilidade textual terá de dar lugar a uma responsabilização pessoal e a uma capacidade de perceber que aquilo que estou a escrever, está agora constantemente sujeito aos olhos da crítica, e à tenacidade do comentário com que o meu fiel leitor me poderá brindar.
Acima de tudo, deixo a promessa de tentar contribuir para que ele continue a seguir-me, esquecendo a amizade que nos une, e apelando ao seu sentido crítico e à sua curiosidade textual.
Assim, se eu conseguir de alguma forma incentivá-lo a ler, a ler mais, a querer ler muito, a aperceber-se de que quanto mais lê, mais sabe e que quanto mais sabe, mais quer saber, e quanto mais quer saber, mais vai querer ler, daqui a pouco tempo, estarei com toda a certeza habilitado a perder um leitor fiel, diário, mas a dar ao mundo, mais um leitor interessado, motivado e desejoso de mais informação, se tal acontecer, o orgulho será ainda maior, a satisfação idem, e a vontade de continuar a publicar babuseiras, só conhecerá como limite, a minha capacidade motora de articular ideias, com a velocidade do meu teclar.
Obrigado João Pedro.

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