Penso, logo injusto

Na busca da identidade, não a dos outros, mas a nossa, acabamos por esbarrar no marasmo de confusão em que se transforma o nosso pensamento. Apercebemo-nos que sabemos tão pouco e que no entanto acreditávamos que éramos detentores de uma sabedoria inquestionável. Deparamo-nos tantas vezes com as encruzilhadas da vida, a que achamos que somos completamente submissos.
Existem momentos na estrada que percorremos, em que acreditamos piamente que estamos a controlar totalmente a situação, mas mais não estamos do que simplesmente a ser conduzidos por fatalidades incontornáveis, que são os acontecimentos em que nos afundamos.
O ser humano tem a natural tendência de acreditar que nunca é responsável por tudo o que cria, mas que o destino é, esse sim, impiedoso e maléfico e que nos castiga diariamente sem percebermos porquê.
Deixem-se de pieguices homens, assumam de uma vez por todas a privilegiada posição que têm e a fantástica capacidade com que foram prendados, o pensamento. Pensem antes de agir, mas não deixem também de agir sem pensar, porque quando pensamos que sabemos o que fazemos, no fundo não sabemos em que é que estamos a pensar.

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